Gig Economy está sendo a apostas nas empresas

O desenvolvimento tecnológico e o consequente avanço da informática, fez emergir um novo modelo de trabalho mais flexível, denominado Gig Economy. Esse modelo de trabalho vem, nos últimos anos, se estabelecendo e conquistando uma grande parte dos trabalhadores que acreditam que é possível, hoje, valer-se da internet ou do digital para desempenhar suas funções, mas sem vínculo empregatício.


Se ainda não ouviu falar na expressão Gig Economy, continue a leitura e saiba não só o que é, mas por que esse segmento tem colocado como a aposta de muitas empresas para os próximos anos!


O que é Gig Economy?


De acordo com o dicionário de inglês da Cambridge, podemos compreender a expressão gig economy como sendo um arranjo alternativo de emprego. Em outras palavras, é um modelo de trabalho em que se baseia em pessoas que não têm trabalho fixo, e que desenvolvem suas atividades de maneira independente e flexível em mais de uma organização.


Assim, a pessoa que trabalha segundo esse modelo, pode atuar em mais de uma organização, sem que necessariamente estabeleça com elas uma relação de empregabilidade.


Alguns exemplos de gig economy são: freelancers (como redatores de conteúdos para web), autônomos e serviços como Airbnb, Uber, 99, iFood etc. Perceba que se trata de serviços que dão certa autonomia para o profissional, não obrigando ele a desenvolver as tarefas ou a cumprir horários preestabelecidos.


O crescimento da Gig Economy


De acordo com um levantamento realizado pela Runrun.it, empresa que fornece uma plataforma de gestão do trabalho em equipes em alguns países, como os Estados Unidos, a Gig Economy vem crescendo de forma exponencial — representa 34% da força de trabalho nesse país. Os especialistas acreditam que até o final do ano que vem (2020), esse modelo de trabalho responderá por cerca de 43% da força de trabalho americana.


A Gig Economy no Brasil


No Brasil, a realidade da Gig Economy não é diferente. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Millenium, organização sem fins lucrativos com sede no Rio de Janeiro, o mercado de freelancer cresceu 181% no país em 2016. Mas não foi só o número de freelancers que cresceu, o de projetos também. Só em 2016, foram mais de 250 mil projetos lançados em plataformas para freelancer pelas empresas.


Para corroborar com esse pensamento, vale citar a pesquisa realizada pelo Portal Freelancer, que destacou que o Brasil ocupa a sexta colocação entre os países que mais possuem freelancer. Ao todo, temos mais de 380 mil brasileiros que atuam segundo o modelo de trabalho Gig Economy.


Isso indica que o mercado de trabalho mudou, está mais flexível, fluído e menos burocrático, e a tendência é que a Gig Economy se fortaleça ainda mais. As autoridades políticas, ao menos no Brasil, já vêm dando sinais claros nesse sentido. Recentemente, em 2017, o poder legislativo aprovou a reforma trabalhista, que busca flexibilizar as relações trabalhistas, permitindo que uma empresa contrate profissionais de forma temporária para atender a demandas específicas.


Mas por que as empresas estão apostando nesse modelo de trabalho?


Quando a empresa contrata um freelancer para desenvolver atividades específicas e de forma temporária, ou seja, sem vínculo empregatício, ela gasta bem menos (não precisa pagar, digamos, décimo terceiro, férias etc.).


Vide, por exemplo, a Uber. Ao mesmo tempo em que a Uber oportuniza a uma pessoa poder trabalhar e, assim, ganhar dinheiro, ela cria uma relação trabalhista em que não precisa assumir compromissos como: pagar um salário, décimo terceiro, férias etc.


Sem sombra de dúvida, a Gig Economy é o modelo de trabalho do futuro e uma das maiores apostas das organizações.


Gostou deste conteúdo e deseja ler outros? Então não deixe de acompanhar as publicações em nosso blog. Estamos sempre compartilhando textos que podem enriquecer ainda mais os seus conhecimentos.


Fonte:https://www.institutomillenium.org.br/blog/nmero-de-trabalhadores-freelancers-cresceu-181-em-2016-segundo-plataforma/

Receive our e-mails